O que os números de 2025 revelam sobre o mercado imobiliário de Florianópolis

15 de maio de 2026

Existe uma diferença entre saber que um mercado está aquecido e entender o que os números dizem de fato. A primeira é percepção. A segunda é base para decisão.

Este texto é sobre a segunda.

Reuni os dados mais relevantes sobre o mercado imobiliário de Florianópolis em 2025, especialmente Jurerê Internacional, que concentra os movimentos mais expressivos, e tentei organizar de forma que faça sentido para quem está pensando em comprar, investir ou simplesmente entender o que está acontecendo aqui.

Todas as fontes estão citadas. Números sem origem não entram.


O dado que resumiu 2025: +50% em Jurerê

O levantamento mais citado sobre o mercado imobiliário de Florianópolis em 2025 foi publicado pela Loft, com base em anúncios residenciais das principais imobiliárias digitais no quarto trimestre do ano.

O recorte comparou tíquete médio e valor por metro quadrado do Q4 de 2025 com o mesmo período de 2024. O critério de corte: bairros com pelo menos 200 anúncios ativos.

O resultado principal: Jurerê Internacional registrou alta de 50% no preço do metro quadrado em imóveis acima de 125m², chegando a R$ 25.136/m². O tíquete médio de transações no bairro chegou a R$ 5,5 milhões.

Para quem trabalha com mercado financeiro, vale a comparação direta: o CDI acumulado em 2025 ficou abaixo de 13%. Jurerê entregou quase quatro vezes isso em valorização do metro quadrado sem alavancagem, sem risco de crédito, com um ativo físico que você pode usar enquanto valoriza.


O que aconteceu com os outros bairros

Jurerê não foi o único. Foi o mais expressivo. Mas o movimento foi amplo.

Ainda segundo a Loft, os destaques em imóveis acima de 125m² foram:

  • Centro de Florianópolis: alta de 26%, chegando a R$ 13.948/m², tíquete médio de R$ 2,9 milhões
  • Canasvieiras: alta de 25%, R$ 11.051/m², tíquete médio de R$ 2,6 milhões
  • Cacupé: alta de 17%
  • Agrônomica: alta de 13%
  • Coqueiros: alta de 13%

O que esses números mostram é que a valorização não foi um fenômeno isolado de Jurerê. Foi um movimento que se espalhou por regiões com perfis distintos: bairros centrais, bairros do norte da ilha, bairros continentais. Quando a valorização é distribuída assim, ela tende a ser mais estrutural do que pontual.


Imóveis compactos: o segundo movimento

O levantamento da Loft também analisou o segmento compacto, imóveis até 65m². O resultado foi igualmente expressivo.

Jurerê também liderou nesse recorte, com alta de 47% e metro quadrado médio de R$ 21.797.

Na sequência: Trindade com alta de 28% (R$ 13.650/m²) e Coqueiros com 25% (R$ 13.650/m²).

O dado dos compactos importa por duas razões. Primeiro, porque mostra que a valorização em Jurerê não foi exclusiva de um nicho de imóveis grandes, atingiu toda a tipologia. Segundo, porque evidencia que o bairro está atraindo um espectro mais amplo de compradores, inclusive os que entram com tíquetes menores.


Santa Catarina no contexto nacional

Para entender Florianópolis, é preciso entender Santa Catarina.

O estado consolidou-se como o mercado imobiliário mais valorizado do Brasil em 2025, com quatro cidades entre as cinco com metro quadrado mais caro do país: Balneário Camboriú (R$ 14.206/m²), Itapema (R$ 13.735/m²), Itajaí (R$ 12.192/m²) e Florianópolis que, com bairros como Agrônomica chegando a R$ 14.119/m², está no mesmo nível de preço das outras capitais catarinenses mais valorizadas.

O que diferencia Florianópolis das outras cidades catarinenses é a diversidade de mercado: tem bairros no padrão de Balneário Camboriú e bairros em estágio inicial de valorização, o que cria oportunidades para perfis distintos de comprador.


A comparação que mais aparece: imóvel vs. CDI

A pergunta mais comum de quem está considerando comprar em Florianópolis como investimento é essa: vale mais do que deixar o dinheiro rendendo?

A resposta depende do imóvel, da localização e do horizonte de tempo. Mas os dados de 2025 oferecem uma referência concreta.

O CDI acumulado no ano ficou na faixa de 12% a 13%. A valorização do metro quadrado em Jurerê Internacional foi de 50%. Mesmo descontando custos de transação, ITBI, escritura e eventuais reformas, a diferença é expressiva.

O argumento dos defensores do imóvel vai além da valorização: você pode usufruir do ativo enquanto ele valoriza. Um apartamento em Jurerê pode ser usado como residência de temporada, alugado por diária, com ocupação aquecida pelo turismo internacional, ou simplesmente mantido como reserva de valor em um mercado com oferta estruturalmente limitada.

O argumento dos céticos é legítimo: imóvel é ilíquido. Você não vende em 24 horas se precisar do dinheiro. Isso é verdade e precisa estar no cálculo de quem compra com horizonte de curto prazo.

Para quem tem horizonte de médio e longo prazo, os dados de 2025 reforçam o argumento do imóvel em Florianópolis, especialmente em bairros com demanda consolidada e oferta limitada.


O Oceana Jurerê como termômetro do mercado

Quando uma construtora lança um empreendimento com VGV estimado de R$ 1 bilhão em um único bairro, isso diz algo sobre o mercado.

O Oceana Jurerê, da construtora CFL, é o empreendimento que melhor representa o momento atual do mercado de Jurerê Internacional. São seis torres residenciais com arquitetura assinada pela Arquitectonica, escritório americano com projetos em Miami, Nova York, Dubai e Hong Kong, mais uma torre de hotel boutique. Os apartamentos partem de R$ 7,95 milhões.

Esse tipo de produto não existe em qualquer mercado. Ele exige compradores com capacidade de compra, demanda real e confiança de longo prazo na valorização do ativo. O fato de que esse lançamento aconteceu aqui em Florianópolis, e não em outra cidade, é um indicador do estágio em que o mercado está.

Paralelamente, Jurerê Tradicional, bairro adjacente ao Internacional, começa a receber empreendimentos de padrão equivalente. A fronteira econômica entre os dois bairros, que historicamente era clara, está se diluindo. Para o investidor, isso cria uma janela: enquanto a convergência de preços ainda está acontecendo, Jurerê Tradicional pode oferecer o padrão do Internacional a um preço de entrada menor.


O que os números não dizem

Dados são retrospectivos. Mostram o que aconteceu, não garantem o que vai acontecer.

O mercado imobiliário de Florianópolis tem fundamentos sólidos: escassez de terra, demanda diversificada geograficamente, qualidade de vida que atrai perfil de comprador de alta renda, planejamento urbano que preserva o padrão dos bairros mais valorizados. Esses fundamentos não mudam de um ciclo para o outro.

Mas ciclos de alta intensa costumam ser seguidos por períodos de estabilização. Quem comprou em 2023 capturou uma janela diferente de quem está comprando agora. Quem está comprando agora está numa janela diferente de quem vai comprar em 2028.

A questão que cada comprador precisa responder é: para o meu objetivo específico: moradia, investimento, temporada, o momento atual faz sentido? E a resposta depende de variáveis pessoais que nenhum artigo pode calcular no lugar do leitor.


Por que escrevi esse texto

Corretor de imóveis que apresenta dados sem fonte está vendendo. Corretor que apresenta dados com fonte, reconhece limitações e não promete resultados, está tentando ajudar.

Esse é o tipo de conversa que quero ter com quem está considerando comprar em Florianópolis. Sem promessa de valorização garantida. Com os números disponíveis, as dinâmicas que os sustentam e clareza sobre o que os dados não conseguem responder.

Se você está nessa fase de pesquisa e quer uma conversa, me chama.


Fontes: Loft Q4 2025 · Fecomércio-SC março 2025 · FipeZAP 2025

Cristian Thume — Corretor de Imóveis em Florianópolis CRECI/SC 74.589-F @cristian.thume · cristianthume.com.br WhatsApp: (48) 99154-5904

"O verdadeiro luxo é viver bem."

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Por que São Paulo e Rio estão comprando em Florianópolis

14 de maio de 2026

Existe um movimento silencioso acontecendo no mercado imobiliário de Florianópolis. Silencioso não porque seja pequeno, mas porque quem está comprando não costuma anunciar. Compra. Muda. E quando a cidade percebe, o mercado já foi.

Dados de 2025 mostram aumento de até 25% na busca por imóveis de alto padrão em Florianópolis, com compradores vindos principalmente do Sudeste, São Paulo e Rio de Janeiro em especial e, em proporção crescente, do exterior. A pergunta que vale responder é: o que está movendo esse fluxo? E o que ele significa para quem já está aqui ou está pensando em vir?


Não é modismo. É cálculo.

A primeira coisa que chama atenção quando você conversa com compradores que vieram de São Paulo para Florianópolis é que a decisão raramente foi impulsiva. Foi calculada. Às vezes, levou anos.

O raciocínio costuma seguir um padrão: "Estou pagando um imóvel em São Paulo que não me entrega metade do que quero em qualidade de vida. Pelo mesmo valor ou até menos consigo algo muito diferente em Floripa."

Esse cálculo tem uma lógica que os números confirmam. Um apartamento de 200m² em bairros como Itaim Bibi, Vila Nova Conceição ou Jardins pode custar entre R$ 4 e R$ 8 milhões. Pelo mesmo valor, em Jurerê Internacional, você encontra casas com piscina, área gourmet, arquitetura assinada e acesso à praia em poucos minutos. O equivalente em São Paulo entrega menos em espaço, em qualidade de vida, em relação com a natureza.

Mas o argumento vai além do preço. Vai para o estilo de vida.


O que o comprador de fora enxerga que o local às vezes não vê

Quem mora em Florianópolis há anos corre o risco de naturalizar o que tem. A praia a 20 minutos do centro. O trânsito que, mesmo crescendo, ainda não chegou ao nível das metrópoles. A segurança comparativamente alta. A natureza preservada.

O comprador que chega de São Paulo ou Rio não naturalizou nada disso. Ele enxerga tudo com clareza, e o contraste com a vida que deixou torna cada elemento mais valioso.

Essa percepção de valor é um dos motores do mercado de alto padrão de Florianópolis. Não é especulação. É a demanda de pessoas que decidiram, de forma deliberada, trocar quantidade por qualidade, e que têm renda suficiente para fazer essa troca.


Empreendimentos que refletem essa demanda

O mercado já responde a esse perfil de comprador com empreendimentos desenhados especificamente para ele.

O Oceana Jurerê, lançamento da construtora CFL em Jurerê Internacional, é o exemplo mais emblemático do momento. São seis torres residenciais, batizadas com nomes de oceanos: Atlântico, Ártico, Índico, Pacífico, Mediterrâneo e Báltico, mais uma torre de hotel boutique. A arquitetura é assinada pelo escritório americano Arquitectonica, com presença em Miami, Nova York, Los Angeles, Paris, Dubai e Hong Kong. Os apartamentos partem de R$ 7,95 milhões, e o VGV estimado do empreendimento é de R$ 1 bilhão.

Esse tipo de lançamento não surge do nada. Surge porque existe demanda qualificada, com capacidade de compra e nível de exigência que justifica esse produto. E essa demanda vem, em grande parte, de fora de Santa Catarina.

Além do Oceana, o Jurerê Tradicional, bairro adjacente ao Internacional, está passando por uma segunda onda de valorização. Grandes construtoras chegaram ao bairro com empreendimentos que rivalizam em acabamento e preço com Jurerê Internacional. A fronteira econômica entre os dois está se tornando cada vez mais tênue, criando oportunidades para quem olha para o mercado como um todo.

Bairros como Cacupé, Campeche e Lagoa da Conceição também integram esse movimento, atraindo um perfil de comprador que busca qualidade de vida sem necessariamente o ticket de entrada de Jurerê.


O comprador internacional: um fator que o mercado ainda subestima

Além do Sudeste, um terceiro grupo está crescendo em relevância: o comprador estrangeiro.

Dados da Fecomércio-SC de março de 2025 mostram que 55% dos turistas de Florianópolis são estrangeiros, com argentinos representando 82,7% desse total. Esse número de turismo tem uma tradução direta no mercado imobiliário: parte desses visitantes volta como comprador.

Para o argentino de alta renda, Florianópolis oferece algo que poucos destinos brasileiros conseguem combinar: qualidade urbana, gastronomia, praia, segurança e preços que, convertidos em dólar, ainda são competitivos em relação a equivalentes na Europa ou nos Estados Unidos.

O mesmo raciocínio começa a se aplicar a compradores europeus, especialmente portugueses, espanhóis e italianos, que enxergam no Brasil, e em Florianópolis especificamente, uma alternativa de qualidade de vida com custo menor do que seus mercados de origem.


O que esse fluxo significa para o mercado

Quando a demanda por um mercado imobiliário é geograficamente diversificada, vem de São Paulo, do Rio, da Argentina, da Europa, esse mercado se torna estruturalmente mais resiliente.

Em cidades onde a demanda é essencialmente local, uma crise econômica regional impacta diretamente os preços e o volume de transações. Florianópolis, especialmente Jurerê Internacional, opera diferente: o comprador de São Paulo não vai deixar de comprar por causa de uma crise no varejo catarinense. O comprador argentino não vai recuar diante de uma oscilação do real.

Isso não elimina riscos, nenhum mercado é imune a crises globais, mas cria uma camada de proteção que mercados dependentes de demanda local simplesmente não têm.


Por que a janela atual importa

Existe um argumento que aparece com frequência entre quem comprou em Jurerê há cinco ou dez anos e hoje olha para o que pagou: "Eu sabia que ia valorizar, mas não sabia que ia ser tanto."

O metro quadrado em Jurerê Internacional chegou a R$ 25.136 em 2025, alta de 50% em 12 meses, segundo dados da Loft. O tíquete médio de transações no bairro está em R$ 5,5 milhões. São números que mostram um mercado que já se consolidou, mas que, comparado ao que pode ser daqui a cinco ou dez anos, ainda está num estágio inicial de reconhecimento nacional.

Florianópolis ainda não chegou ao nível de visibilidade de Balneário Camboriú, que opera em outro patamar de preços e marketing. Mas está claramente no caminho de se tornar um dos mercados mais relevantes do Brasil para compradores de alto padrão. Quem está olhando agora, quando o movimento já é visível nos dados mas ainda não é mainstream, está numa posição diferente de quem vai olhar quando a narrativa já mudou.


Uma observação honesta

Não tenho como prever o futuro do mercado imobiliário de Florianópolis. O que posso fazer é apresentar os dados disponíveis, os movimentos que estão acontecendo e as dinâmicas que os sustentam, e deixar que cada pessoa faça sua própria leitura.

O que observo é que as conversas com compradores de fora de Santa Catarina têm uma qualidade específica. Essas pessoas chegam pesquisadas, sabem o que querem e estão dispostas a decidir quando encontram o que procuram.

Se você é uma dessas pessoas, ou está começando a pesquisar, me chama. Posso ajudar a transformar a pesquisa em uma decisão mais clara.


Cristian Thume — Corretor de Imóveis em Florianópolis CRECI/SC 74.589-F @cristian.thume · cristianthume.com.br WhatsApp: (48) 99154-5904

"O verdadeiro luxo é viver bem."

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Qualidade de vida não tem preço, mas tem endereço!

13 de maio de 2026

Existe uma conversa que se repete com frequência entre pessoas que estão considerando se mudar para Florianópolis. Em algum momento, alguém diz: "mas será que vale a pena largar tudo e ir?"

A pergunta parece grande. Mas quando você começa a desmontar o que está por trás dela, percebe que o que as pessoas estão realmente perguntando é mais simples: o que eu ganho em qualidade de vida que justifica essa mudança?

Esse texto é uma tentativa de responder essa pergunta com honestidade, com dados e com observação direta.


O que os índices dizem

Florianópolis tem um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano do Brasil. Isso não é slogan de marketing municipal, é uma métrica calculada com base em expectativa de vida, educação e renda per capita, publicada pelo PNUD e pelo IBGE.

Na prática, um IDH elevado se traduz em acesso a serviços públicos de qualidade, infraestrutura urbana funcionando, saneamento básico cobrindo a maior parte da cidade e uma rede de saúde e educação que coloca Florianópolis em patamar diferente da maioria dos municípios brasileiros.

Florianópolis é também um polo de tecnologia e inovação. A presença de universidades federais, com UFSC e UDESC em destaque, a concentração de startups e empresas de tecnologia e o ecossistema de empreendedorismo que se consolidou nas últimas duas décadas criaram uma cidade com perfil de renda e educação bastante diferente da média nacional.

Isso importa para o mercado imobiliário por um motivo direto: a cidade atrai e retém um perfil de morador com renda qualificada e alta capacidade de consumo. Esse perfil sustenta o mercado de alto padrão de forma consistente, independentemente de ciclos econômicos pontuais.


O que os índices não conseguem medir

Mas IDH não captura tudo. E é aqui que a conversa fica mais interessante.

Florianópolis tem uma escala urbana que as grandes metrópoles brasileiras perderam há décadas. São Paulo tem 12 milhões de habitantes. Rio de Janeiro, mais de 6 milhões. Florianópolis tem cerca de 520 mil, e mesmo com o crescimento acelerado dos últimos anos, ainda mantém uma proporção entre cidade e natureza que poucos lugares conseguem preservar.

Em 20 minutos de carro, você sai do centro e chega a uma praia de água limpa. Em 30 minutos, está numa trilha em mata preservada. Em 40 minutos, está em Jurerê Internacional, com tudo que o bairro oferece em termos de gastronomia, lazer e qualidade urbana.

Essa proporção é rara. E ela não é acidente, é consequência de uma geografia específica e de decisões históricas de preservação ambiental que limitaram a ocupação de áreas sensíveis.


A mobilidade que ninguém calcula direito

Um dos fatores que mais pesa na qualidade de vida em grandes metrópoles, e que raramente aparece nas planilhas de decisão de quem está pensando em mudar, é o tempo perdido em deslocamento.

Estudos sobre bem-estar urbano mostram consistentemente que o tempo gasto no trânsito é um dos fatores que mais impacta negativamente a satisfação com a vida. Não a renda. Não o tamanho do apartamento. O tempo no trânsito.

Em São Paulo, a média de deslocamento diário de um trabalhador na região metropolitana supera duas horas. No Rio de Janeiro, os números são parecidos. Em Florianópolis, a realidade é estruturalmente diferente, não porque o trânsito seja perfeito, mas porque as distâncias são menores.

Quem se muda de São Paulo para Floripa frequentemente relata que recuperar esse tempo foi a mudança mais impactante, mais do que a praia, mais do que o custo de vida, mais do que qualquer outro fator.


O perfil de quem está vindo

Florianópolis não atrai qualquer perfil de comprador. Atrai um perfil específico, e entender esse perfil ajuda a entender por que o mercado de alto padrão da cidade funciona de forma diferente.

A maioria das pessoas que buscam imóveis de alto padrão em Floripa não são de Florianópolis. Vêm de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Curitiba, e em proporção crescente, do exterior, especialmente da Argentina e de países europeus.

O que essas pessoas têm em comum é que não estão fugindo de algo. Estão buscando algo. Não buscam apenas um imóvel mais barato do que em São Paulo, até porque os preços em Jurerê Internacional já não são baratos em comparação com bairros equivalentes em outras capitais. Buscam uma forma diferente de viver.

Isso tem uma implicação importante para o mercado: esse comprador é menos sensível a ciclos econômicos do que o comprador médio. Não depende de crédito imobiliário. Não recua diante de uma alta de juros. Decide com base em critérios de estilo de vida, e esses critérios tendem a ser mais estáveis do que indicadores macroeconômicos.


Florianópolis para criar filhos

Um segmento específico merece atenção separada: as famílias que estão pensando em Florianópolis não como destino individual, mas como cidade para criar filhos.

A cidade combina fatores que raramente aparecem juntos em um único lugar: segurança comparativamente alta para padrões brasileiros, acesso a natureza preservada, rede de escolas privadas de qualidade, universidades federais reconhecidas nacionalmente e um ambiente urbano que ainda permite que crianças e adolescentes tenham mobilidade e independência razoável.

Para pais que vivem em São Paulo ou Rio e que passaram anos compensando a ausência de natureza e espaço com viagens frequentes, a conta começa a fazer sentido de outra forma quando colocada no papel: o que custam anos de viagens para dar às crianças o que Floripa oferece na rotina?


Uma observação sobre o que "qualidade de vida" realmente significa

Qualidade de vida é um conceito que parece subjetivo mas tem componentes bastante concretos: tempo livre, segurança, acesso a natureza, relações sociais, autonomia de deslocamento, saúde ambiental.

Florianópolis não é perfeita em nenhum desses eixos. Tem problemas de mobilidade em temporada, infraestrutura que ainda não acompanha o crescimento, desigualdades reais entre os diferentes bairros da cidade. Quem vem para cá com expectativas irreais, vai se frustrar.

Mas para quem vem com clareza sobre o que está buscando, e especialmente para quem busca o que Jurerê Internacional oferece em termos de qualidade de vida urbana, acesso à praia e ambiente residencial de alto padrão, a equação costuma fazer sentido de formas que são difíceis de prever antes de viver.


Por que escrevi esse texto

Converso com pessoas que estão nessa dúvida com frequência. E o que percebo é que a maior dificuldade não é financeira, é de clareza sobre o que a pessoa realmente quer e o que Florianópolis pode ou não oferecer.

Meu trabalho não é convencer ninguém a se mudar para cá. É ajudar quem já está inclinado a tomar uma decisão melhor, com mais informação, menos idealização e mais alinhamento entre o que a pessoa quer e o que o mercado oferece.

Se você está nessa reflexão, me chama. Será um prazer te mostrar mais sobre Florianópolis.


Cristian Thume — Corretor de Imóveis em Florianópolis CRECI/SC 74.589-F @cristian.thume · cristianthume.com.br WhatsApp: (48) 99154-5904

"O verdadeiro luxo é viver bem."

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