O Masterplan que fez Jurerê Internacional valer o que vale hoje

12 de maio de 2026

Quando as pessoas falam sobre Jurerê Internacional, costumam falar sobre a praia, os beach clubs, o estilo de vida. Raramente falam sobre o que está por trás de tudo isso, a decisão tomada nos anos 1980 que determinou, décadas antes de qualquer resultado visível, o que Jurerê Internacional seria hoje.

Essa decisão tem nome: Masterplan.


O que é um Masterplan e por que ele importa

Um Masterplan é um plano diretor de uso do solo. Define o traçado das ruas, o tamanho mínimo dos lotes, a altura máxima das edificações, a vocação de cada zona: residencial, comercial, de lazer e os parâmetros de infraestrutura que vão sustentar tudo isso.

A maioria dos bairros brasileiros não tem Masterplan. Crescem de forma orgânica, respondendo à demanda do momento, ao preço do terreno disponível, às decisões individuais de cada proprietário e construtora. O resultado é um crescimento desordenado onde bairros nobres convivem com verticalização excessiva, comércio invasivo e infraestrutura que não acompanha o ritmo de ocupação.

Jurerê Internacional foi diferente desde o princípio.


A decisão dos anos 1980

No início da década de 1980, o Grupo Habitasul adquiriu uma faixa de terra no norte da ilha de Florianópolis e fez algo incomum para o Brasil da época: contratou um planejamento urbano completo antes de vender um único lote.

O projeto definiu lotes amplos, mínimo de 600m² na maior parte do bairro, gabarito controlado que limitou a altura das edificações, afastamentos obrigatórios que garantiram a circulação de ar e a privacidade entre os imóveis, e uma infraestrutura de água, esgoto e drenagem dimensionada para o longo prazo.

Definiu também a vocação: residencial de alto padrão. Sem verticalização agressiva. Sem comércio invadindo as ruas residenciais. Sem o improviso que caracterizou o crescimento de tantos outros bairros na mesma época.

O resultado não foi imediato. Levou décadas para Jurerê Internacional se tornar o que é. Mas o Masterplan garantiu que, quando a demanda chegasse, o bairro tivesse estrutura para recebê-la sem se degradar.


O que bairros planejados têm que bairros orgânicos não têm

A diferença entre um bairro que cresceu com planejamento e um que cresceu sem ele aparece de várias formas, mas a mais importante, do ponto de vista imobiliário, é a preservação do padrão ao longo do tempo.

Em bairros orgânicos, a pressão econômica eventualmente vence. Um proprietário vende seu terreno para uma construtora que ergue um prédio de dez andares. O vizinho faz o mesmo. Em dez anos, o caráter do bairro mudou completamente e os imóveis que valiam pela exclusividade passam a competir com uma oferta muito maior, muitas vezes de qualidade inferior.

Em Jurerê Internacional, isso não aconteceu. E não aconteceu porque as regras do Masterplan, incorporadas ao zoneamento municipal ao longo do tempo, tornaram esse tipo de transformação muito mais difícil.

Os lotes grandes continuam grandes. O gabarito baixo continua baixo. O perfil residencial continua residencial. Quem comprou há 20 anos num bairro de casas de alto padrão ainda mora num bairro de casas de alto padrão e não em um bairro em transição onde o vizinho de frente agora é um edifício comercial.

Essa estabilidade de padrão é o que sustenta o valor dos imóveis no longo prazo. E ela não existiria sem o planejamento original.


Por que isso importa para quem está comprando hoje

Existe uma pergunta que todo comprador de imóvel deveria fazer, e que poucos fazem: o bairro que estou comprando hoje vai continuar sendo o mesmo bairro daqui a dez anos?

Em Jurerê Internacional, a resposta é mais previsível do que na maioria dos lugares. O Masterplan não é uma promessa, é uma estrutura consolidada ao longo de mais de quatro décadas, com respaldo legal e um histórico de preservação que pode ser verificado.

Isso não significa que o bairro não vai mudar. Significa que as mudanças têm direção controlada. A praia que foi alargada nos últimos anos ampliou o espaço público sem comprometer o caráter residencial. Os novos empreendimentos que surgem, como o Oceana Jurerê, da CFL, com arquitetura assinada pelo escritório americano Arquitectonica, seguem os parâmetros do zoneamento e contribuem para elevar o padrão, não para diluí-lo.

Para o comprador, isso se traduz em previsibilidade. E previsibilidade em imóveis é um ativo que tem preço, mesmo que raramente apareça na ficha técnica do imóvel.


A comparação que ajuda a entender

Pense em dois bairros de uma cidade qualquer. No primeiro, cada proprietário construiu o que quis, quando quis, da forma que pôde pagar. No segundo, um plano original definiu o padrão mínimo e criou mecanismos para preservá-lo.

Passados 30 anos, qual dos dois tende a ter imóveis mais valorizados?

A resposta não é universal, outros fatores importam. Mas a história imobiliária de cidades ao redor do mundo mostra um padrão consistente: bairros com planejamento original rigoroso tendem a preservar e ampliar valor de forma mais estável do que bairros que cresceram sem direção definida.

Jurerê Internacional é o exemplo brasileiro mais claro desse padrão. E entender isso ajuda a compreender por que o metro quadrado lá chegou a R$ 25.136 em 2025, não como resultado de especulação, mas como consequência de décadas de decisões que preservaram o que torna o lugar valioso.


Uma consideração honesta

O Masterplan de Jurerê Internacional é um argumento forte. Mas não é o único fator que determina o valor de um imóvel específico dentro do bairro.

Localização dentro do bairro importa, imóveis mais próximos da praia ou das ruas principais têm dinâmicas de valorização diferentes. Qualidade da construção importa. O incorporador importa. A gestão do condomínio importa.

O Masterplan cria o piso, o contexto favorável em que todos os imóveis do bairro operam. Mas a escolha do imóvel certo dentro desse contexto exige análise específica, que é exatamente o que um bom corretor deve ajudar a fazer.

Se você está pensando em Jurerê Internacional e quer entender melhor quais imóveis fazem sentido para o seu objetivo: moradia, investimento ou temporada, estou disponível para uma conversa.


Cristian Thume — Corretor de Imóveis em Florianópolis CRECI/SC 74.589-F @cristian.thume · cristianthume.com.br WhatsApp: (48) 99154-5904

"O verdadeiro luxo é viver bem."

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Florianópolis é uma ilha. E isso muda tudo para quem quer investir.

11 de maio de 2026

Parece uma observação geográfica banal. Mas quando você começa a entender o que significa ser uma ilha do ponto de vista econômico e imobiliário, o mercado de Florianópolis passa a fazer muito mais sentido, e a escassez deixa de ser um detalhe e vira o argumento central.


O que a geografia tem a ver com o preço do metro quadrado

Em mercados imobiliários, o preço é determinado pelo encontro entre oferta e demanda. Quando a demanda cresce, os preços sobem. Quando a oferta também cresce, novos terrenos, novos loteamentos, novos bairros, e o efeito da demanda é amortecido.

Florianópolis não tem esse amortecedor.

A cidade está construída sobre uma ilha com 675 km² de área total. Desse total, uma parte significativa é área de preservação permanente, restinga, manguezal, encostas de morros, que não pode ser ocupada. O que sobra para construção é finito. Não existe uma nova faixa de terra surgindo no horizonte. Não existe expansão para além da água.

Isso cria o que os economistas chamam de oferta inelástica: por mais que a demanda cresça, a oferta não consegue acompanhar no mesmo ritmo. E quando isso acontece de forma estrutural, não como um detalhe de curto prazo, mas como uma característica permanente do lugar, o resultado nos preços é consistente e de longo prazo.


O que acontece quando ilha encontra alta demanda

Pense em outros mercados que passaram por crescimento acelerado de demanda.

Manhattan é uma ilha. O preço do metro quadrado lá não tem teto visível porque a terra é literalmente limitada e a demanda global é crescente. Lisboa está numa península com acesso ao mar limitado, nos últimos dez anos, tornou-se um dos mercados imobiliários mais valorizados da Europa, em parte pela demanda internacional e em parte pela escassez de imóveis de qualidade em localizações privilegiadas. Miami Beach é uma ilha artificial, e tem alguns dos imóveis mais caros dos Estados Unidos.

O padrão é claro: quando um lugar é geograficamente limitado e passa a atrair demanda qualificada de fora, os preços se movem em uma direção só.

Florianópolis está nesse caminho. Não como especulação, como dinâmica em curso.


A escassez em Jurerê Internacional é ainda mais específica

Dentro de Florianópolis, Jurerê Internacional representa um recorte ainda mais restrito.

O bairro foi planejado com lotes amplos, gabarito controlado e vocação residencial de alto padrão. Isso significa que, ao contrário de outros bairros onde a verticalização pode ampliar a oferta, mais andares, mais apartamentos no mesmo terreno, em Jurerê a densidade construtiva é deliberadamente contida.

Os imóveis de alto padrão disponíveis no bairro são poucos. Os que aparecem no mercado raramente ficam por muito tempo. E os novos empreendimentos que surgem entram com preços que refletem exatamente essa escassez.

Segundo dados do Loft referentes ao quarto trimestre de 2025, o metro quadrado em imóveis acima de 125m² em Jurerê Internacional chegou a R$ 25.136, uma valorização superior a 50% em 12 meses. Não é um número isolado. É o reflexo de um mercado onde a oferta não consegue acompanhar o crescimento da demanda.


A diferença entre escassez real e escassez artificial

Vale fazer uma distinção importante.

Existem mercados onde os preços sobem por escassez artificial, a especulação, retenção de imóveis, falta de licenças de construção que poderiam ser concedidas. Esse tipo de escassez é reversível. Uma mudança de regulação, um ciclo econômico diferente, e a oferta se expande.

A escassez de Florianópolis não é artificial. Ninguém está retendo terrenos para valorizar o mercado. A terra simplesmente não existe além do que já existe. A praia não vai crescer. O morro não vai recuar. A ilha não vai expandir.

Essa distinção importa para quem está pensando em investimento de longo prazo. Riscos regulatórios existem em qualquer mercado. Mas o risco de que Florianópolis de repente tenha mais terra disponível para construção de alto padrão à beira-mar é, na prática, zero.


O que isso significa para quem está considerando comprar

Não significa que qualquer imóvel em Florianópolis vai se valorizar automaticamente. Localização específica, qualidade de construção, gestão do imóvel e perfil do empreendimento continuam sendo variáveis determinantes.

O que a escassez estrutural garante é o piso, uma base de sustentação para o valor dos imóveis que mercados com oferta elástica simplesmente não têm. Em cidades onde novos bairros podem surgir, onde terrenos baratos estão disponíveis na periferia, o imóvel valorizado hoje pode perder atratividade amanhã diante de novas opções. Em Florianópolis, especialmente em Jurerê Internacional, esse competidor simplesmente não vai aparecer.

Para o comprador que está buscando moradia definitiva, isso significa estabilidade. Para o investidor, significa proteção contra a desvalorização. Para quem ainda está em dúvida, significa que esperar tem um custo, porque o imóvel disponível hoje pode não estar disponível amanhã, e o próximo similar vai custar mais.


Uma observação final

Escrevi esse texto a partir de dados públicos e da dinâmica que observo no mercado de Florianópolis no dia a dia. Não sou geógrafo nem economista, sou corretor de imóveis aqui na cidade, e o que me motivou a escrever foi exatamente a frequência com que essa questão da escassez aparece nas conversas com pessoas que estão considerando comprar.

A maioria não tinha parado para pensar no que significa o fato de Florianópolis ser uma ilha. Quando para, o raciocínio costuma se clarear bastante.

Se você está nesse processo de reflexão e quer conversar sobre o mercado sem compromisso, me chama. Estou aqui para ajudar a decisão a fazer mais sentido.


Cristian Thume — Corretor de Imóveis em Florianópolis CRECI/SC 74.589-F @cristian.thume · cristianthume.com.br WhatsApp: (48) 99154-5904

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5 motivos para investir em Florianópolis

10 de maio de 2026

E por que os dados de 2025 tornaram essa decisão mais clara do que nunca

Existe uma pergunta que recebi várias vezes desde que comecei a atuar no mercado imobiliário de Florianópolis: por que aqui, e por que agora?

A resposta não é simples. Mas os dados ajudam a estruturar o raciocínio, e é exatamente isso que vou fazer neste texto.


O contexto que a maioria ignora

Antes de falar em números, vale entender o cenário em que esse mercado opera.

2025 foi um dos anos mais desafiadores para a renda variável no Brasil. Enquanto investidores revisavam carteiras e buscavam alternativas de proteção patrimonial, o mercado imobiliário de alto padrão em Florianópolis, em especial em Jurerê Internacional, seguiu em direção oposta. Valorizou. Consistentemente.

Isso não foi acaso. Foi a consequência de fatores estruturais que existem há décadas e que 2025 apenas tornou mais visíveis.


Motivo 1: a valorização que os números confirmam

O metro quadrado em Jurerê Internacional subiu mais de 50% em 12 meses, chegando a R$ 25.136 em imóveis acima de 125m², segundo dados do Loft referentes ao quarto trimestre de 2025.

O tíquete médio de transações no bairro chegou a R$ 5,5 milhões. Propriedades exclusivas à beira-mar alcançaram valores totais de R$ 8 milhões.

Para contextualizar: em um ano em que boa parte dos ativos financeiros oscilou ou recuou, imóveis de alto padrão em Florianópolis entregaram retorno consistente. Não por especulação, por demanda real, crescente e qualificada.


Motivo 2: Florianópolis é uma ilha, e isso muda tudo

Parece óbvio, mas as implicações são profundas.

Uma ilha tem fronteiras físicas. Não há como expandir o território. Não há como criar novos terrenos à beira-mar. A oferta é, por definição, inelástica.

Quando a oferta não cresce e a demanda aumenta, o resultado econômico é previsível: os preços sobem. Isso não é tendência, é estrutura. E estrutura não muda de um ciclo econômico para o outro.

Em mercados como Jurerê Internacional, onde os lotes de qualidade já estão majoritariamente ocupados, essa escassez é ainda mais acentuada. Quem tem, tem. Quem quer, precisa esperar uma oportunidade, ou pagar o preço que o mercado dita.


Motivo 3: o Masterplan que faz Jurerê ser o que é

Jurerê Internacional não cresceu por acaso. Foi desenhado.

Nos anos 1980, o Grupo Habitasul desenvolveu um Masterplan que definiu desde o traçado das ruas até o perfil de uso do solo. Lotes amplos, arborização planejada, infraestrutura própria, vocação residencial de alto padrão. Cada elemento foi pensado para criar um ambiente específico, e esse ambiente é o que sustenta o valor dos imóveis até hoje.

Isso é raro. A maioria dos bairros valorizados no Brasil cresceu de forma orgânica, sem planejamento central. Jurerê é uma exceção. E exceções com fundamentos sólidos tendem a preservar valor no longo prazo.


Motivo 4: a qualidade de vida que os dados confirmam e que vai além deles

Florianópolis tem um dos maiores Índices de Desenvolvimento Humano do Brasil. É polo de inovação e tecnologia, com um ecossistema de startups relevante no contexto nacional. Tem infraestrutura de saneamento, saúde e educação que poucos municípios brasileiros oferecem na mesma combinação.

Mas há algo que nenhum índice captura com precisão: a sensação de viver aqui.

Natureza preservada a poucos minutos do centro. Praias de água limpa. Uma escala urbana que ainda permite qualidade de vida real, sem o custo de mobilidade das grandes metrópoles. Isso atrai um perfil de comprador específico: famílias de alta renda que não estão buscando apenas um imóvel, mas uma mudança de vida.

E esse perfil de comprador é exatamente o que sustenta o mercado de alto padrão da cidade.


Motivo 5: a demanda que vem de fora de Santa Catarina

O mercado de Florianópolis não depende apenas do comprador local.

Dados de 2025 mostram aumento de até 25% na busca por imóveis de alto padrão na cidade, com demanda crescente oriunda do Sudeste, especialmente São Paulo e Rio de Janeiro, e do exterior.

O que move esse fluxo? Uma combinação de fatores: qualidade de vida superior à das grandes metrópoles, preços ainda competitivos em comparação com bairros equivalentes em São Paulo, e a percepção crescente de que Florianópolis é uma cidade para se viver, não apenas para passar férias.

Quando a demanda é geograficamente diversificada, o mercado se torna mais resiliente. Uma crise econômica regional afeta menos um mercado que tem compradores de múltiplos estados e países.


O que isso significa na prática

Esses cinco fatores não operam de forma isolada. Eles se reforçam mutuamente.

A escassez de terrenos amplia o efeito da demanda crescente. O Masterplan preserva o padrão do bairro e justifica os preços. A qualidade de vida atrai o perfil de comprador que não precisa de crédito e não recua diante de ciclos econômicos adversos. E a demanda externa torna o mercado menos dependente de variáveis locais.

O resultado é um mercado com fundamentos sólidos, não isento de riscos, como qualquer investimento, mas com uma combinação de fatores estruturais que poucos mercados imobiliários brasileiros conseguem apresentar ao mesmo tempo.


Uma observação honesta

Não sou analista de mercado. Sou corretor de imóveis em Florianópolis, e os dados que apresentei aqui vêm de fontes externas, Loft, FipeZAP, Fecomércio-SC, que cito porque credibilidade importa mais do que impressionar.

O que eu posso oferecer é presença real no mercado: conheço os imóveis disponíveis, acompanho as negociações em andamento e estou aqui para ajudar quem está considerando essa decisão a fazê-la com mais clareza.

Se você está pensando em Florianópolis, para morar, para investir ou para entender melhor o mercado, me chama. Conversar não custa nada e pode clarear bastante.


Cristian Thume — Corretor de Imóveis em Florianópolis CRECI/SC 74.589-F @cristian.thume · cristianthume.com.br WhatsApp: (48) 99154-5904

"O verdadeiro luxo é viver bem."

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