06 de junho de 2026

Quando o assunto é mercado imobiliário, os números importam, mas a interpretação importa mais.

Um dado que poucos conhecem: segundo o Índice FipeZAP de dezembro de 2025, Florianópolis está entre as cinco cidades com o metro quadrado residencial mais alto do Brasil, com média de R$ 12.773 por m² e valorização de 8,65% nos últimos 12 meses.

Para uma capital de 570 mil habitantes numa ilha, isso diz muito sobre o tipo de mercado que existe aqui.

O que o ranking mostra

O topo do ranking FipeZAP em dezembro de 2025 é liderado por Balneário Camboriú R$ 14.906 por m², a cidade mais cara do país. Em seguida vêm Itapema e Vitória. Florianópolis aparece em quinto lugar, à frente de São Paulo (R$ 11.900) e Rio de Janeiro (R$ 10.830).

Isso merece ser dito com precisão: Floripa não supera São Paulo e Rio de Janeiro em qualquer métrica de tamanho ou economia. O que supera é o preço médio do metro quadrado residencial e isso tem uma explicação estrutural clara.

Enquanto São Paulo pode expandir seus bairros nobres em qualquer direção e lançar novos empreendimentos indefinidamente, Florianópolis é uma ilha. Com mais de 40% do seu território protegido por legislação ambiental, a oferta de terrenos é permanentemente limitada. A demanda cresce. O espaço não.

O que sustenta essa valorização

Em 2025, os imóveis residenciais brasileiros valorizaram em média 6,52% a segunda maior alta anual dos últimos 11 anos, segundo o próprio FipeZAP. Florianópolis ficou acima da média nacional: 8,65% em 12 meses, 9,44% segundo o relatório de janeiro de 2025.

Valorização acima da inflação, acima da média nacional, num mercado com oferta estruturalmente limitada. Esse conjunto de fatores não é circunstancia, é o reflexo de uma cidade que combina escassez geográfica com demanda crescente e qualificada.

O perfil do comprador que chega a Floripa hoje tem maior poder aquisitivo, busca imóvel como ativo estratégico, seja para moradia, seja para investimento e em geral é menos dependente de financiamento bancário do que o comprador médio brasileiro. Famílias com renda mensal superior a R$ 15 mil representaram 43% das aquisições no segmento de médio e alto padrão no Sul e Sudeste em 2025. Investidores responderam por 27% das compras no mesmo período.

Segurança, localização e infraestrutura: o que realmente move o mercado

Há um dado do FipeZAP de 2025 que merece atenção: entre os fatores mais valorizados pelos compradores de imóveis, segurança aparece em primeiro lugar, citado por 78% dos respondentes. Em seguida vêm localização (65%) e infraestrutura do condomínio (52%).

Florianópolis entrega os três. É consistentemente ranqueada entre as capitais com menores índices de violência do Brasil, segundo o Atlas da Violência do IPEA. Tem o maior IDH entre as capitais brasileiras 0,847, segundo o PNUD e o IBGE. E o tipo de empreendimento que o mercado premium da ilha produz cada vez mais incorpora infraestrutura completa de condomínio como ponto de partida, não como diferencial.

O que esperar

O FipeZAP projeta valorização entre 4% e 5% para o mercado imobiliário brasileiro em 2026, com possível estabilização em regiões que já apresentaram altas expressivas. Florianópolis, dada sua escassez estrutural de oferta, tende a continuar acima da média nacional, como fez nos últimos cinco anos consecutivos.

Para quem está considerando uma entrada nesse mercado, o ponto relevante não é tentar acertar o melhor momento com precisão. É entender que num mercado com essas características: escassez física, demanda crescente, perfil de comprador qualificado, o custo de esperar tende a ser maior do que o custo de entrar com o ativo certo.

Quer entender onde há janela de entrada antes do próximo ciclo? Me chama.

📲 WhatsApp: (48) 99154-5904 · @cristian.thume

Cristian Rafael Thume Corretor de Imóveis | CRECI/SC 74.589-F Alto padrão | Jurerê Internacional | Florianópolis

"O verdadeiro luxo é viver bem."

Fontes: Índice FipeZAP Residencial — Relatório dezembro 2025 e janeiro 2025 (FIPE/ZAP); O Tempo — Imóveis sobem 6,52% em 2025 (jan/2026); MySide — Valor do metro quadrado em Florianópolis 2026 (jan/2026); PNUD/IBGE — IDHM Florianópolis; Atlas da Violência — IPEA.

 Compartilhar