Marina da Beira-Mar Norte: uma nova relação entre Florianópolis e o mar

06 de outubro de 2026

Com investimento privado estimado em R$ 350 milhões, o projeto reúne estrutura náutica, parque urbano e novos espaços de convivência na orla.

A Beira-Mar Norte reúne duas qualidades que considero especialmente interessantes em Florianópolis: a presença do mar e a proximidade da vida urbana. A paisagem acompanha a rotina de quem mora, trabalha ou simplesmente encontra ali um momento para caminhar.

O projeto do Parque Urbano e Marina Beira-Mar Norte acrescenta uma nova perspectiva a essa combinação. A proposta prevê mais espaços de lazer, convivência e serviços junto à água, ampliando as possibilidades de aproveitar essa região da cidade.

Para quem acompanha as transformações de Florianópolis ou pensa em morar perto da orla, vale conhecer o que está previsto e o que já começou a sair do papel.

Onde ficará a marina da Beira-Mar Norte?

O projeto está localizado entre a Praça de Portugal e a Praça do Sesquicentenário, na Avenida Beira-Mar Norte.

Segundo a apresentação da Prefeitura de Florianópolis, o conjunto prevê um parque urbano público integrado à estrutura náutica, com espaços de convivência, lazer e atividades relacionadas ao mar.

A localização é parte importante dessa proposta. O empreendimento se insere em uma região consolidada, próxima aos serviços do Centro e a endereços como a Rua Bocaiúva e a Avenida Trompowsky.

É essa relação com o entorno que torna o assunto interessante também para quem está conhecendo a cidade: a futura marina fará parte de uma região que já tem vida própria.

O que está previsto no projeto?

A divulgação do empreendimento apresenta investimento privado estimado em R$ 350 milhões e estrutura para receber cerca de 600 embarcações.

O programa divulgado também contempla áreas comerciais, restaurantes, espaços de lazer e equipamentos esportivos. São estruturas previstas para o conjunto, cuja implantação acontece por etapas.

Na minha leitura, um dos aspectos mais interessantes está nessa combinação de usos. A marina atende à navegação, enquanto o parque e os espaços de convivência podem ampliar a experiência de quem frequenta a orla.

Uma caminhada que termina em um café, uma pausa depois do trabalho ou um encontro em família são experiências simples que fazem diferença na relação com a cidade. Ter mais espaços para esses momentos é uma perspectiva que merece atenção.

Uma nova composição para a paisagem

A Baía Norte já oferece um cenário marcante. O projeto propõe acrescentar a essa paisagem a presença das embarcações, novas áreas de permanência e espaços voltados ao lazer.

As perspectivas divulgadas ajudam a visualizar essa intenção, embora representem o projeto futuro, ainda em implantação.

O que considero mais interessante é a possibilidade de aproveitar a beleza da baía por mais tempo. Uma orla convidativa permite caminhar, sentar, conversar e observar o movimento da água com tranquilidade.

Para quem valoriza a vida urbana próxima ao mar, essa relação entre paisagem e uso cotidiano tem um significado especial.

Investimento e geração de empregos

A dimensão econômica também faz parte dessa transformação. Além da construção, uma marina envolve atividades de operação, manutenção, atendimento e serviços ligados às embarcações.

A divulgação pública do projeto apresenta expectativa de mais de 2 mil empregos. Esse número é uma projeção associada ao empreendimento, e não um balanço de contratações já realizadas.

A perspectiva alcança atividades como comércio, gastronomia e turismo, que podem se conectar ao funcionamento do complexo.

É uma forma de compreender a magnitude do projeto: sua presença poderá ser percebida tanto na paisagem quanto nos serviços e nas atividades desenvolvidas ao redor dela.

Em que estágio estão as obras?

As obras já começaram. Registros divulgados em setembro de 2026 mostram o avanço do enrocamento, etapa em que rochas são posicionadas para formar a base e a contenção da futura estrutura.

O parque, as áreas comerciais e a marina dependem das próximas etapas de implantação. A transformação, portanto, será percebida gradualmente.

Acompanhar essa evolução ajuda a compreender como o projeto começa a ganhar forma e como poderá se integrar à Beira-Mar Norte nos próximos anos.

Meu olhar sobre essa transformação

Quando penso em um bom endereço, considero a relação entre a casa e tudo o que existe ao seu redor. A paisagem, os serviços próximos e a possibilidade de aproveitar os espaços públicos fazem parte dessa escolha.

Vejo com interesse a proposta de ampliar as experiências junto à Baía Norte. Florianópolis tem no encontro entre cidade e natureza uma de suas características mais bonitas, e projetos que criam novas formas de viver essa relação merecem ser acompanhados.

Para quem pensa em morar na região, minha sugestão é conhecê-la com tempo. Percorrer a Beira-Mar, entrar nas ruas próximas e observar o movimento em diferentes horários ajuda a perceber suas particularidades.

A futura marina acrescenta uma perspectiva a esse cenário. O encanto da região também está no que já é possível experimentar hoje: a presença do mar fazendo parte de uma rotina urbana.


Sobre Cristian Thume

Sou Cristian Thume, corretor de imóveis em Florianópolis, com foco no alto padrão da Beira-Mar Norte, Centro, Cacupé e Jurerê. Compartilho informações sobre os bairros, os imóveis e as transformações da cidade para ajudar você a escolher onde viver com mais clareza.

Acredito que uma boa escolha começa por conhecer o lugar e compreender como ele se conecta à sua rotina.

O verdadeiro luxo é viver bem.

Acompanhe meu trabalho no Instagram: @cristian.thume
CRECI-SC 74.589-F

Fontes e referências

Informações verificadas em 6 de outubro de 2026. Investimentos, empregos e estruturas futuras correspondem às estimativas e características divulgadas para o projeto e podem ser atualizados durante sua implantação.

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Florianópolis e o turismo de luxo: o que a cidade recebe e o que isso significa para quem investe

09 de julho de 2026

Existe uma confusão frequente sobre o que o turismo de alto padrão representa para o mercado imobiliário de Florianópolis.

A confusão é tratar o turismo como fenômeno sazonal que aquece o mercado no verão e some no inverno. A realidade é mais estrutural do que isso. E entendê-la muda a forma como se avalia a tese de investimento em imóveis na ilha.

O que Floripa recebe na temporada

A temporada de verão 2025/2026 projetou mais de 3 milhões de visitantes em Florianópolis. Não são 3 milhões de mochileiros. O perfil do turista que chega a Jurerê Internacional, a Cacupé e ao Norte da Ilha tem características específicas que importam para o mercado imobiliário.

Esse turista tem renda alta, fica por mais tempo do que a média nacional, gasta mais por dia e tem uma proporção crescente de perfil migratório. Ele chega para a temporada e volta nos meses seguintes como investidor. Ou não volta como turista, porque volta como morador.

O Jurerê OPEN, principal polo de lazer e lifestyle de Jurerê Internacional na temporada, consolidou-se como um dos eventos mais relevantes do calendário de entretenimento de alto padrão do Brasil. Ele atrai não apenas turistas locais mas um público de São Paulo, Rio e do exterior que escolhe Floripa especificamente por esse nível de oferta, não apenas pela praia.

O turismo como funil de entrada para o mercado imobiliário

A conexão entre turismo de luxo e mercado imobiliário funciona de forma específica em Floripa.

O turista de alto padrão que chega pela primeira vez tem, em muitos casos, uma visão ainda limitada da cidade. Conhece Jurerê, conhece as praias mais famosas, tem a experiência de uma semana ou duas de temporada.

Na segunda ou terceira visita, começa a explorar com mais calma. Conhece Cacupé, descobre a Rota Gastronômica do Sol Poente, passa um fim de semana no centro histórico, descobre que a cidade funciona de forma completamente diferente fora da temporada. E começa a fazer perguntas sobre imóveis.

Esse ciclo é documentado e recorrente no mercado de Floripa. A primeira compra muitas vezes acontece dois ou três anos após a primeira visita. O turismo de luxo é o primeiro passo de um funil cujo fim é a transação imobiliária.

O que o turismo de luxo sustenta além da temporada

Florianópolis tem uma característica que poucos destinos turísticos de praia conseguem manter: uma vida urbana de qualidade que funciona o ano inteiro, não apenas na temporada.

A gastronomia de alto padrão está ativa em janeiro e em julho. O polo tecnológico com mais de 6.100 empresas e 38 mil empregos diretos, segundo a ACATE, funciona o ano inteiro e cria uma demanda de serviços, restaurantes e cultura que sustenta a cidade independente do calendário turístico.

Isso tem um impacto direto no retorno de locação para o investidor. Um imóvel em Jurerê ou Cacupé bem posicionado não depende exclusivamente da temporada de verão para gerar renda. Tem ocupação de curta temporada em feriados, pontos de visitação ao longo do ano e uma demanda de locação de longo prazo de profissionais que chegaram pelo turismo e ficaram pelo trabalho.

O que isso muda para o investidor

O investidor que entende a dinâmica do turismo de luxo de Floripa não compra o imóvel pensando apenas na renda de janeiro. Compra pensando no ciclo completo: turista que vira investidor que vira morador, e na demanda permanente de locação que esse ciclo alimenta.

Em bairros como Jurerê e Cacupé, onde o perfil de turista e o perfil de morador de alto padrão se sobrepõem quase completamente, essa dinâmica é especialmente favorável para o retorno de longo prazo do imóvel bem localizado.

📲 WhatsApp: (48) 99154-5904 · @cristian.thume

Corretor de Imóveis | CRECI/SC 74.589-F Alto padrão | Jurerê Internacional | Florianópolis

"O verdadeiro luxo é viver bem."

Fontes: Floripa.com — turismo e visitantes Florianópolis 2025/2026; ACATE — dados setor tecnológico Florianópolis (2025); FipeZAP — Índice Residencial dez/2025; NSC Total — valorização Jurerê (dez/2025).

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O que o novo mapa oficial de Floripa (Decreto 29.142/2026) muda para compradores e investidores

08 de julho de 2026

Em abril de 2026, Florianópolis passou de 26 para 56 bairros oficiais. O Decreto 29.142/2026, assinado pelo prefeito Topázio Silveira Neto, criou 30 novos bairros e reorganizou limites de outros que já existiam.

Para a maioria das pessoas, essa parece uma questão administrativa sem impacto prático. Para quem compra ou vende imóvel em Florianópolis, é uma mudança com consequências reais no valor dos ativos, na clareza das transações e na forma como o mercado vai se desenvolver nos próximos anos.

O que mudou concretamente

O caso mais relevante para o mercado de alto padrão é a separação oficial entre Jurerê e Jurerê Internacional, que passaram a ser dois bairros distintos com limites próprios definidos em lei. Até abril de 2026, anúncios, escrituras e contratos que mencionavam "Jurerê" podiam se referir tanto ao Tradicional quanto ao Internacional, criando ambiguidade jurídica e de precificação em algumas transações.

Com o decreto, essa ambiguidade deixa de existir. Um imóvel em Jurerê Tradicional e um imóvel em Jurerê Internacional são, formalmente, em bairros diferentes. Com matrículas que vão refletir essa distinção à medida que os documentos forem atualizados nos cartórios.

Outros bairros que ganharam identidade própria incluem regiões do Norte, Sul e Centro da ilha que anteriormente eram agrupadas em bairros maiores. Algumas dessas novas delimitações criam territórios com identidade comercial e cultural própria que o mercado imobiliário ainda não havia precificado individualmente.

Por que clareza territorial tem valor de mercado

O preço de um imóvel depende, entre outros fatores, da clareza sobre o que está sendo comprado. Quando "Jurerê" podia significar coisas diferentes dependendo de quem falava, o comprador de fora do estado ou do exterior tinha dificuldade de comparar imóveis com precisão.

Agora, um imóvel em Jurerê Internacional é oficialmente diferente de um imóvel em Jurerê, mesmo que sejam separados por uma rua. Essa clareza facilita a comparação de preços, a justificativa de prêmios de localização e a comunicação entre vendedor, comprador e cartório.

Para o investidor que compra pensando em revenda futura, um ativo com localização juridicamente clara em bairro premium é mais fácil de precificar e de vender do que um ativo com localização ambígua.

O impacto nos bairros novos

Alguns dos 30 novos bairros criados pelo decreto ainda não têm histórico de preço individual suficiente para análise detalhada. Mas o padrão observado em outros mercados quando regiões recebem identidade oficial própria é de uma tendência de diferenciação de preço ao longo do tempo.

Bairros que antes eram subclassificados como parte de regiões maiores, e que têm características próprias de localização, infraestrutura ou perfil de moradores, tendem a capturar uma identidade de preço específica à medida que o mercado passa a tratá-los individualmente.

Para o comprador que está avaliando imóveis nessas regiões, o momento atual, quando a distinção é nova e ainda não totalmente precificada, pode representar uma janela de entrada interessante.

O que verificar antes de fechar qualquer transação

Com a mudança de bairros, alguns documentos imobiliários anteriores a abril de 2026 podem ter o bairro registrado de forma diferente do que vai constar nas atualizações cadastrais. Isso não invalida documentos anteriores, mas é importante verificar a correspondência entre o endereço descrito na matrícula e o bairro oficial atual antes de fechar qualquer transação.

A verificação é simples e deve ser feita junto ao cartório de registro de imóveis competente e à Prefeitura de Florianópolis, que disponibiliza o mapeamento atualizado dos novos limites.

Quer entender como esse decreto afeta o imóvel que você está avaliando? Me chama.

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Corretor de Imóveis | CRECI/SC 74.589-F Alto padrão | Jurerê Internacional | Florianópolis

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Fontes: Prefeitura de Florianópolis — Decreto 29.142/2026 (abr/2026); DeOlhoNaIlha — novos bairros oficiais de Florianópolis (abr/2026); FipeZAP — Índice Residencial dez/2025 e jan/2026; Portas / Loft — bairros mais valorizados Florianópolis (out/2025).

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