O que Florianópolis tem em 2026 que nenhuma outra cidade brasileira conseguiu reunir ainda

08 de junho de 2026

Existe uma pergunta que aparece com frequência entre pessoas que estão considerando uma mudança de cidade: por que Florianópolis?

A resposta simples seria a praia. Mas a praia explica o turismo, não a migração permanente de profissionais de alta renda, famílias estruturadas e investidores que estão escolhendo Floripa não para passar férias, mas para viver.

A resposta real é mais complexa. E mais interessante.

A cidade que virou polo de tecnologia sem deixar de ser ilha

Em 2024, Florianópolis recebeu oficialmente o título de Capital Nacional das Startups. Não é marketing municipal. É o reconhecimento de um processo que começou décadas atrás com doze jovens recém-formados pela UFSC que decidiram abrir empresas de tecnologia numa cidade onde não havia indústria tradicional.

Hoje, 25% do PIB de Florianópolis vem do setor de tecnologia. O setor faturou R$ 12 bilhões em 2023. Nenhuma outra capital brasileira tem tanta representatividade da tecnologia no PIB municipal. (Fonte: Exame, março 2025.)

Em 2026, esse ecossistema amadureceu. Startups que viraram unicórnios. Empresas globais instalando sedes no Sapiens Parque e na rota da SC-401. Profissionais de alta renda migrando de São Paulo, Rio de Janeiro e do exterior para trabalhar num ambiente que combina networking de alto nível com qualidade de vida que nenhuma metrópole consegue oferecer. (Fonte: Monitor do Mercado, maio 2026.)

O resultado é uma cidade que gera empregos de alta remuneração de forma contínua, independente da sazonalidade do turismo. O dinheiro que circula em Floripa não vem mais só do verão. Vem de serviços digitais exportados para o mundo todo.

A preservação que virou fundamento econômico

59% do território de Florianópolis é área de preservação ambiental permanente. Não pode ter indústria. Não pode ter loteamento desordenado. Não pode ter expansão urbana além dos limites já estabelecidos. (Fonte: NDMais, setembro 2025.)

Isso que parece uma limitação é, na prática, um dos ativos mais valiosos da cidade.

A escassez estrutural de terra urbanizável em combinação com demanda crescente de compradores qualificados cria uma equação que só tem uma direção para os preços. Santa Catarina consolidou-se como o estado com o metro quadrado mais valorizado do Brasil em 2025, e Florianópolis lidera esse movimento entre as capitais brasileiras. (Fonte: FipeZAP 2026.)

A natureza preservada não é só estética. É a razão pela qual o turismo internacional continua crescendo, o perfil de morador continua se elevando e o mercado imobiliário continua operando em outro patamar.

O IDH que os dados confirmam

Florianópolis tem IDH de 0,847, entre os mais altos do Brasil. (Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano, PNUD, 2023.)

Esse número se traduz em infraestrutura de saúde acima da média nacional, rede de ensino com opções de qualidade desde a educação básica até pós-graduação em universidades federais reconhecidas, saneamento básico funcionando e segurança comparativamente alta para padrões brasileiros.

Para a família que está avaliando onde criar filhos, esses números têm peso concreto. Para o investidor que está avaliando a resiliência de longo prazo de um mercado, esses números explicam por que a demanda não cede mesmo em cenários econômicos adversos.

A migração que não para

Entre 2017 e 2022, Florianópolis recebeu 84,6 mil novos moradores vindos de outros estados. Hoje, cerca de 40% da população da cidade é formada por pessoas que escolheram Floripa para recomeçar. (Fonte: Beco Castelo, dezembro 2025.)

Esse fluxo não é sazonal. É estrutural. E em 2026 segue acelerado, impulsionado pela consolidação do trabalho remoto e híbrido que liberou profissionais de alta renda da obrigação de morar em São Paulo ou Rio para ter carreira relevante.

Quando a localização deixa de ser obrigatória para o trabalho, as pessoas escolhem onde querem viver. E um número crescente está escolhendo Floripa.

O turismo internacional que se transforma em demanda imobiliária

55% dos turistas de Florianópolis são estrangeiros. 82,7% desse total são argentinos. (Fonte: Fecomércio-SC, março 2025.)

Parte crescente desses visitantes volta como comprador. A valorização de Jurerê Internacional é descrita por analistas do mercado como dolarizada na prática, tamanha a proporção de compradores com referência cambial nos preços que pagam.

Quando a demanda é internacional, o mercado opera em outro patamar de resiliência. Uma crise econômica brasileira afeta menos um mercado que tem compradores de Buenos Aires, Lisboa e Miami.

O que torna tudo isso único

Não é difícil encontrar cidade brasileira com boa qualidade de vida. Não é difícil encontrar cidade com polo tecnológico. Não é difícil encontrar cidade com natureza preservada ou com turismo internacional.

O que é difícil, e o que Florianópolis conseguiu, é reunir tudo isso ao mesmo tempo, numa escala urbana que ainda funciona, numa ilha que não pode crescer desordenadamente e que por isso preserva o que tem.

Nenhuma outra cidade brasileira chegou a essa combinação. Algumas têm dois ou três desses elementos. Floripa tem todos.

É isso que explica o mercado imobiliário. É isso que explica a migração. É isso que explica por que quem vem com intenção de visitar frequentemente fica com intenção de morar.

Se você está considerando Florianópolis para morar ou investir e quer entender o que o mercado tem disponível para o seu perfil, estou disponível para uma conversa.

WhatsApp: (48) 99154-5904 · @cristian.thume

Cristian Thume — Corretor de Imóveis em Florianópolis · CRECI/SC 74.589-F

"O verdadeiro luxo é viver bem."

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Holding familiar e imóveis: o que muda com a Reforma Tributária e por que 2026 é o ano de agir

07 de junho de 2026

Existe uma janela aberta em 2026 que pode fechar nos próximos meses. Quem tem imóveis de alto padrão e ainda não organizou a estrutura patrimonial da família precisa entender o que está em jogo.

A Reforma Tributária aprovada no Brasil obriga que o ITCMD, o imposto sobre herança e doações, passe a ser progressivo em todo o país. Quanto maior o patrimônio, maior a alíquota. Em São Paulo, onde hoje a alíquota é fixa em 4%, projetos de lei já tramitam na Assembleia Legislativa para elevar o teto para até 8%. (Fonte: Gonçalves Contabilidade, 2026.)

Isso significa que o custo para transferir um imóvel de R$ 5 milhões para os filhos pode dobrar. Não no futuro distante. Nos próximos anos.

O que é uma holding familiar e para que serve

Uma holding familiar é uma pessoa jurídica criada para concentrar e administrar o patrimônio de uma família. Os imóveis são integralizados na empresa, e os sócios recebem cotas proporcionais ao valor de cada bem.

Na prática, isso muda como o patrimônio é administrado, como os rendimentos são tributados e, principalmente, como os bens são transferidos para os herdeiros.

As vantagens principais são proteção patrimonial, planejamento sucessório com redução de custos de inventário, organização da gestão dos bens e flexibilidade para estruturar a sucessão com doação em vida e reserva de usufruto.

O que a Reforma muda especificamente

A Reforma cria o Cadastro Imobiliário Brasileiro, com numeração única por imóvel reconhecida por cartórios, prefeituras, estados e União. Plataformas como Airbnb e QuintoAndar passarão a informar ao governo todas as operações realizadas. A informalidade no mercado imobiliário chegou ao fim. (Fonte: Ozai, 2025.)

Além disso, a Reforma introduz o modelo IVA Dual, com CBS e IBS, que amplia a tributação sobre operações imobiliárias e eleva a carga sobre pessoas físicas que gerenciam imóveis diretamente.

Para quem tem carteira de imóveis de alto padrão, a holding passa de opção interessante para ferramenta necessária de planejamento.

Por que 2026 especificamente

Quem constituir a holding familiar em 2026 e formalizar a doação das cotas com reserva de usufruto agora trava a alíquota atual do ITCMD antes que ela aumente. Essa economia pode ser expressiva em patrimônios acima de R$ 5 milhões.

A aplicação plena da Reforma acontece de forma gradual até 2033. Mas as mudanças de alíquota do ITCMD podem ocorrer antes disso, dependendo de cada estado. A janela existe agora. Não há garantia de quanto tempo ela permanece aberta.

O que esse tema tem a ver com a compra ou venda de um imóvel

Muito mais do que parece.

Quem está comprando um imóvel de alto padrão hoje precisa pensar desde o início em como esse ativo vai ser gerido e transferido no futuro. Comprar como pessoa física ou via pessoa jurídica, com ou sem planejamento sucessório, são decisões que têm impacto tributário relevante ao longo do tempo.

Quem está vendendo um imóvel que pertence a uma holding tem dinâmicas tributárias diferentes de quem vende como pessoa física. O ganho de capital pode ser calculado de forma diferente, e a distribuição do resultado entre os sócios tem regras específicas.

Essas são decisões que precisam ser tomadas antes da operação, não depois.

Uma observação importante

Este texto oferece uma visão geral sobre um tema que tem nuances significativas. Cada situação patrimonial é diferente. A decisão de constituir uma holding, integralizar imóveis e estruturar a sucessão exige análise específica com contador e advogado especializado em planejamento tributário e direito sucessório.

O que posso fazer é ajudar no contexto de uma compra ou venda de imóvel de alto padrão em Florianópolis. Se esse tema é relevante para o seu patrimônio, vale uma conversa.

WhatsApp: (48) 99154-5904 · @cristian.thume

Cristian Thume — Corretor de Imóveis em Florianópolis · CRECI/SC 74.589-F

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Florianópolis está entre as 5 cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil

06 de junho de 2026

Quando o assunto é mercado imobiliário, os números importam, mas a interpretação importa mais.

Um dado que poucos conhecem: segundo o Índice FipeZAP de dezembro de 2025, Florianópolis está entre as cinco cidades com o metro quadrado residencial mais alto do Brasil, com média de R$ 12.773 por m² e valorização de 8,65% nos últimos 12 meses.

Para uma capital de 570 mil habitantes numa ilha, isso diz muito sobre o tipo de mercado que existe aqui.

O que o ranking mostra

O topo do ranking FipeZAP em dezembro de 2025 é liderado por Balneário Camboriú R$ 14.906 por m², a cidade mais cara do país. Em seguida vêm Itapema e Vitória. Florianópolis aparece em quinto lugar, à frente de São Paulo (R$ 11.900) e Rio de Janeiro (R$ 10.830).

Isso merece ser dito com precisão: Floripa não supera São Paulo e Rio de Janeiro em qualquer métrica de tamanho ou economia. O que supera é o preço médio do metro quadrado residencial e isso tem uma explicação estrutural clara.

Enquanto São Paulo pode expandir seus bairros nobres em qualquer direção e lançar novos empreendimentos indefinidamente, Florianópolis é uma ilha. Com mais de 40% do seu território protegido por legislação ambiental, a oferta de terrenos é permanentemente limitada. A demanda cresce. O espaço não.

O que sustenta essa valorização

Em 2025, os imóveis residenciais brasileiros valorizaram em média 6,52% a segunda maior alta anual dos últimos 11 anos, segundo o próprio FipeZAP. Florianópolis ficou acima da média nacional: 8,65% em 12 meses, 9,44% segundo o relatório de janeiro de 2025.

Valorização acima da inflação, acima da média nacional, num mercado com oferta estruturalmente limitada. Esse conjunto de fatores não é circunstancia, é o reflexo de uma cidade que combina escassez geográfica com demanda crescente e qualificada.

O perfil do comprador que chega a Floripa hoje tem maior poder aquisitivo, busca imóvel como ativo estratégico, seja para moradia, seja para investimento e em geral é menos dependente de financiamento bancário do que o comprador médio brasileiro. Famílias com renda mensal superior a R$ 15 mil representaram 43% das aquisições no segmento de médio e alto padrão no Sul e Sudeste em 2025. Investidores responderam por 27% das compras no mesmo período.

Segurança, localização e infraestrutura: o que realmente move o mercado

Há um dado do FipeZAP de 2025 que merece atenção: entre os fatores mais valorizados pelos compradores de imóveis, segurança aparece em primeiro lugar, citado por 78% dos respondentes. Em seguida vêm localização (65%) e infraestrutura do condomínio (52%).

Florianópolis entrega os três. É consistentemente ranqueada entre as capitais com menores índices de violência do Brasil, segundo o Atlas da Violência do IPEA. Tem o maior IDH entre as capitais brasileiras 0,847, segundo o PNUD e o IBGE. E o tipo de empreendimento que o mercado premium da ilha produz cada vez mais incorpora infraestrutura completa de condomínio como ponto de partida, não como diferencial.

O que esperar

O FipeZAP projeta valorização entre 4% e 5% para o mercado imobiliário brasileiro em 2026, com possível estabilização em regiões que já apresentaram altas expressivas. Florianópolis, dada sua escassez estrutural de oferta, tende a continuar acima da média nacional, como fez nos últimos cinco anos consecutivos.

Para quem está considerando uma entrada nesse mercado, o ponto relevante não é tentar acertar o melhor momento com precisão. É entender que num mercado com essas características: escassez física, demanda crescente, perfil de comprador qualificado, o custo de esperar tende a ser maior do que o custo de entrar com o ativo certo.

Quer entender onde há janela de entrada antes do próximo ciclo? Me chama.

📲 WhatsApp: (48) 99154-5904 · @cristian.thume

Cristian Rafael Thume Corretor de Imóveis | CRECI/SC 74.589-F Alto padrão | Jurerê Internacional | Florianópolis

"O verdadeiro luxo é viver bem."

Fontes: Índice FipeZAP Residencial — Relatório dezembro 2025 e janeiro 2025 (FIPE/ZAP); O Tempo — Imóveis sobem 6,52% em 2025 (jan/2026); MySide — Valor do metro quadrado em Florianópolis 2026 (jan/2026); PNUD/IBGE — IDHM Florianópolis; Atlas da Violência — IPEA.

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