O nômade digital chegou em Floripa. E está virando comprador de imóvel.

25 de maio de 2026

Existe um tipo de pessoa que o mercado imobiliário tradicional ainda não sabe bem como classificar. Ela não é turista fica meses, não dias. Não é morador permanente, pelo menos não no começo. Trabalha pelo computador, ganha em dólar ou euro, escolhe a cidade com a mesma metodologia que usaria para escolher uma startup para investir: avalia infraestrutura, comunidade, custo de vida, qualidade do ambiente.

Essa pessoa chegou em Florianópolis. E uma parte crescente dela está saindo daqui com as chaves de um imóvel na mão.

Os números que poucos conhecem

Florianópolis está cada vez mais consolidada como um dos principais destinos do mundo para quem escolheu o trabalho remoto como estilo de vida. De acordo com projeções apresentadas no Observatório Digital Nomads Florianópolis, a cidade pode receber entre 13 e 15 mil nômades digitais até 2030, com impacto econômico direto estimado em R$ 1,5 bilhão por ano. (Fonte: DashCity · Observatório Digital Nomads Florianópolis)

O levantamento mostra que, já em 2025, o número de profissionais remotos em Florianópolis deve alcançar 5.666, um crescimento de 224% em relação a 2018. A tendência acompanha os rankings globais: em 2023, a cidade foi considerada o segundo destino que mais cresceu no mundo em atração de nômades digitais nos últimos cinco anos, atrás apenas de Tirana, na Albânia. (Fonte: FloripAmanhã · Nomad List)

Para ter uma referência de escala: Florianópolis aparece à frente de Bali, Cidade do México e Lisboa nesse ranking. Não é um destino emergente. É um destino consolidado e ainda em aceleração.

Quem é esse profissional, de fato

O termo "nômade digital" carrega uma imagem romantizada: mochilão, café na praia, laptop sobre a rede. A realidade é outra.

O nômade digital pode ser um profissional liberal, um programador, designer, produtor de conteúdo ou executivo que decidiu trocar a sede do escritório por um cenário mais inspirador. Muitos estão sozinhos, outros viajam em casal ou com pets. Alguns desejam alugar por alguns meses; outros consideram comprar um imóvel como base para suas jornadas. (Fonte: CRECI-SC · Jun/2025)

O perfil dominante em Floripa, segundo o estudo da DashCity, é de profissionais de tecnologia, produto, marketing e design com permanência média próxima de um mês por estadia, mas com alta taxa de retorno. E com uma característica importante: forte arbitragem de custo de vida quando comparada a hubs como Lisboa ou Dubai. (Fonte: SC Inova · Set/2025)

Isso significa que esse profissional, que recebe em moeda forte e gasta em reais, encontra em Floripa uma cidade de padrão internacional a um custo que, para ele, é baixo. E quando alguém percebe que pode viver bem, com internet de qualidade, praia a 20 minutos e gastronomia de alto nível, por uma fração do que pagaria em Lisboa ou Miami, a pergunta natural que surge é: por que continuar alugando?

O visto que abriu a torneira internacional

Em janeiro de 2022, o Brasil regulamentou o VITEM XIV, o visto temporário para nômades digitais. O visto temporário VITEM XIV é concedido ao imigrante cuja atividade profissional pode ser realizada de forma remota. O prazo de residência inicial é de até um ano, renovável por igual período. Para obtê-lo, o profissional precisa comprovar renda mínima de US$ 1.500 por mês ou reservas de US$ 18.000. (Fonte: Ministério das Relações Exteriores · Portaria nº 428/2022)

Esse critério de renda não é baixo. Significa que o estrangeiro que chega a Floripa com esse visto tem poder de compra real, não é turista de mochila. São americanos, alemães, ingleses, franceses e suíços, entre as nacionalidades mais presentes.

Florianópolis se destaca por oferecer não apenas um ambiente propício ao trabalho remoto, mas também acomodação de luxo, com preços muito mais acessíveis em comparação a outros destinos globais. (Fonte: Luxury Home Floripa)

Essa equação padrão alto, custo comparativamente baixo, é o que transforma o visitante de médio prazo em comprador de imóvel.

De inquilino a proprietário: como acontece na prática

Um estudante de medicina, um publicitário jovem com mais de 200 mil seguidores, um estrangeiro de origem chinesa que ficou seis meses, e um brasileiro residente nos EUA que ficou na Grande Florianópolis enquanto construía casa na serra catarinense. São perfis reais documentados em empreendimentos da região que recebem esse público. (Fonte: Gazeta do Povo · Dez/2025)

O padrão é recorrente: a pessoa chega para alugar por 30, 60, 90 dias. Gosta da cidade. Volta. Na segunda ou terceira estadia, começa a fazer as contas. Percebe que o aluguel mensal que paga num apartamento mobiliado de qualidade em Floripa é menor do que pagaria numa cidade europeia ou norte-americana equivalente. E que, com o câmbio favorável, comprar um imóvel aqui representa uma fração do que custaria em seu país de origem.

O que esse público procura e o que o mercado está entregando

O nômade digital tem uma lista de critérios muito específica na escolha do imóvel. Não é a lista do comprador tradicional.

Internet de alta velocidade não é opcional, é pré-requisito. Espaço para trabalhar dentro do apartamento, sem precisar ir a coworking todo dia. Localização que reduza deslocamentos. Proximidade com opções gastronômicas, academia, natureza. E flexibilidade: imóvel mobiliado, pronto para usar, sem burocracia de montar casa.

Esses novos moradores buscam ambientes que unem tecnologia, segurança, natureza e mobilidade, elementos que fazem de Florianópolis um exemplo de cidade moderna, sustentável e global. (Fonte: Beco Castelo · Out/2025)

Não por coincidência, os empreendimentos mais recentes de Florianópolis, estão sendo desenhados com esse perfil em mente: workpods privativos dentro do condomínio, unidades entregues mobiliadas e decoradas, áreas comuns com coworking, internet de alta velocidade como infraestrutura básica do prédio. O mercado percebeu quem está chegando, e está adaptando o produto.

O que isso significa para o investidor

Existe aqui uma oportunidade de dupla leitura.

Para quem compra para morar: o nômade digital que decide fixar raízes em Floripa é um comprador de perfil diferente, com renda em moeda forte, poder de compra real e disposição a pagar por qualidade. Isso sustenta o patamar de preços em bairros como Campeche, Lagoa da Conceição, Ribeirão da Ilha e Sul da Ilha, regiões que esse público valoriza pela combinação de natureza, tranquilidade e infraestrutura.

Para quem compra para investir: o nômade digital é o locatário ideal do short stay de médio prazo, fica mais do que o turista de verão, paga mais do que o inquilino anual e tende a cuidar bem do imóvel. Um apartamento mobiliado de 50 a 80m² bem localizado, com internet rápida e espaço para trabalhar, tem demanda crescente e praticamente perene nesse perfil de cidade.

Estima-se que mais de 5.600 profissionais remotos vivam hoje na cidade, número que pode ultrapassar 15 mil até 2030, com um impacto econômico positivo de R$ 1,5 bilhão anual. (Fonte: Beco Castelo · Out/2025)

Quinze mil nômades digitais com renda em moeda estrangeira morando em Floripa não é uma projeção distante. É uma tendência em curso e a demanda que ela gera por imóvel já é real.

Uma observação honesta

Nômade digital não é sinônimo de comprador garantido. Parte significativa desse público prefere a flexibilidade do aluguel exatamente porque o modo de vida deles depende dela. E o câmbio, que hoje favorece quem ganha em moeda forte, pode mudar.

O que o dado demonstra é que existe uma demanda estrutural nova em Florianópolis, de um perfil de pessoa que o mercado imobiliário local não conhecia há dez anos. Entender quem é esse comprador, o que ele valoriza e onde ele quer estar é parte do trabalho de quem acompanha esse mercado de perto.

Se você está avaliando um imóvel em Floripa para morar, investir ou locar e quer entender como esse cenário se aplica ao que você está considerando, posso ajudar a pensar com calma.

Cristian Thume — Corretor de Imóveis em Florianópolis CRECI/SC 74.589-F · @cristian.thume · cristianthume.com.br · WhatsApp: (48) 99154-5904

"O verdadeiro luxo é viver bem."

Fontes citadas: Observatório Digital Nomads Florianópolis · DashCity · Nomad List · FloripAmanhã · CRECI-SC · Ministério das Relações Exteriores · Beco Castelo · Gazeta do Povo · Luxury Home Floripa ·

 Compartilhar

Por que famílias do mundo inteiro escolhem Florianópolis para ter e criar seus filhos

24 de maio de 2026

Existe um fenômeno silencioso acontecendo no norte da Ilha de Santa Catarina. Famílias russas, ucranianas, americanas e de dezenas de outros países estão cruzando oceanos com um objetivo específico: ter filhos em Florianópolis. Não em São Paulo, não no Rio. Em Floripa.

Esse fenômeno diz muito sobre o que nossa cidade representa no imaginário global. E diz ainda mais sobre o que ela oferece de concreto para quem pensa no futuro dos filhos.

O turismo de parto russo

Nenhum dado revela tanto sobre a reputação de uma cidade quanto a decisão de uma família em atravessar 11.000 km para ter um filho lá.

Florianópolis se tornou o principal destino brasileiro para o turismo de parto de famílias russas. Em 2023, ao menos 38 bebês de pais russos nasceram na capital catarinense, número que supera todos os outros destinos do país combinados: apenas 17 nascimentos foram registrados no restante do Brasil no mesmo período, com 12 deles no Rio de Janeiro.

O fenômeno não é novo, mas explodiu após 2022. Ao menos 34 bebês de pais russos nasceram em Santa Catarina na rede pública de saúde em 2022, com crescimento expressivo após o início da guerra na Ucrânia. Em janeiro de 2023 sozinho, nove mulheres russas deram à luz na Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis, contra apenas duas em dezembro do ano anterior.

Por que Floripa e não outra cidade? São Paulo, Rio, Paraty e Curitiba são procuradas, mas Florianópolis lidera por ser considerada mais segura. Essa é a resposta que aparece de forma consistente nos relatos das famílias: segurança. É o mesmo critério que qualquer pai ou mãe brasileiro usa para escolher onde morar.

O que essas famílias enxergam que talvez você não veja

Anastasia e Dmitrii Panin, um casal de empresários russos, visitaram o Rio de Janeiro e São Paulo antes de decidir onde ter seu filho. Eles preferiram Florianópolis por a encontrarem como "uma cidade pequena e segura". Anastasia declarou: "Eu sempre quis ter um bebê em outro país. Queria que nosso filho tivesse uma nacionalidade diferente e um passaporte forte, que abrisse mais possibilidades para ele poder estudar e trabalhar onde quisesse."

Repare na lógica dessa frase. Não é turismo. É planejamento familiar de longo prazo.

E o passaporte brasileiro é, de fato, um ativo real. O Brasil ocupa a 16ª posição no Henley Passport Index, com acesso a 170 países sem visto, segundo dados baseados na IATA. O passaporte russo, para comparar, garante acesso a menos de 120 destinos e vem perdendo mobilidade desde 2022 com o aumento de sanções internacionais.

Para uma criança nascida em Florianópolis de pais russos, a diferença prática é enorme: ela cresce com a possibilidade de estudar em universidades europeias, trabalhar em países que hoje vedam a entrada de cidadãos russos e circular pelo mundo com liberdade.

O jus soli brasileiro: uma das constituições mais generosas do mundo

O Brasil adota o princípio do jus soli: qualquer pessoa nascida em território nacional torna-se cidadã brasileira automaticamente, independente da nacionalidade dos pais. Além da cidadania para a criança, a legislação brasileira permite que os pais se naturalizem em um ano, desde que residam no país e façam uma prova de língua portuguesa.

Isso cria um efeito em cadeia. Famílias que vêm para ter um filho acabam descobrindo a cidade, se apaixonando pela qualidade de vida e ficando. Não é coincidência que agências especializadas em turismo de parto relatem que uma parcela significativa de seus clientes decide permanecer em Florianópolis após o nascimento.

Mas o que faz Floripa ser escolhida para criar, não só para nascer?

A decisão de ter um filho aqui é apenas o primeiro passo. A questão mais importante é: o que faz com que essas famílias fiquem? Os dados dão a resposta.

Segurança que é comprovada, não percebida

Florianópolis é a capital mais segura do Brasil, com taxa de 10,73 assassinatos a cada 100 mil habitantes, segundo o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2025, baseado em dados do IBGE e do Ministério da Saúde.

O Atlas de Segurança Pública 2024, divulgado pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, confirmou Florianópolis como a capital com menor taxa de homicídios do país, com 8,9 casos por 100 mil habitantes. Em Salvador, a pior colocada, essa taxa chega a 66,4. Florianópolis é ainda a única capital brasileira que não aparece no mapa de cidades que concentram metade dos homicídios do país.

Para uma família russa fugindo de um contexto de guerra, ou para qualquer família que priorize o ambiente em que seus filhos crescem, esse número não é abstrato. Ele representa a diferença entre uma criança que cresce com medo e uma que cresce com liberdade.

O IDH mais alto entre as regiões metropolitanas

Florianópolis lidera o ranking de IDH entre todas as regiões metropolitanas do Brasil, com índice de 0,815, à frente de São Paulo, segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano elaborado pelo PNUD Brasil, Ipea e FJP.

O IDH municipal, o IDHM, consolida décadas de investimento em educação, saúde e renda. Com IDHM de 0,847, Florianópolis figura na terceira posição entre todos os municípios brasileiros, segundo o PNUD.

Para criar filhos, isso se traduz em acesso a escolas bem avaliadas, hospitais de referência e um mercado de trabalho diversificado que estará lá quando eles crescerem.

Uma economia que cresce mais rápido do que a percepção

A Florianópolis que as famílias russas encontraram nos anos 2010 já não existe mais. A cidade evoluiu para algo que poucos esperavam.

Reconhecida em 2024 como a Capital Nacional das Startups por lei federal, Florianópolis é a capital brasileira com maior representatividade da tecnologia no PIB municipal: 25% da economia local vem do setor de tecnologia, com faturamento de R$12 bilhões em 2023 e crescimento de 23,4% desde 2018. A cidade conta com aproximadamente 6.100 empresas de tecnologia, gerando 38.000 empregos diretos.

Uma criança que nasce hoje em Florianópolis vai crescer numa cidade onde o mercado de trabalho de alto valor está sendo construído ao seu redor. Isso é herança. É planejamento geracional.

Santa Catarina como novo polo migratório do Brasil

O movimento das famílias russas é parte de um fenômeno maior. Santa Catarina foi o estado que mais ganhou novos habitantes entre 2017 e 2022, com saldo migratório líquido de 354.350 pessoas, o equivalente a 4,66% da sua população total. No mesmo período, São Paulo e Rio de Janeiro tiveram saldos migratórios negativos.

Isso não é coincidência. É o resultado de décadas de construção de qualidade de vida, segurança e infraestrutura. Quando as pessoas têm liberdade de escolher onde viver, elas votam com os pés. E estão votando em Santa Catarina.

O que tudo isso tem a ver com imóveis?

Tudo.

Famílias que vêm de fora para ter filhos aqui precisam de um lugar para ficar. As que decidem permanecer precisam comprar. As que investem no futuro dos filhos buscam patrimonializar essa decisão em metros quadrados.

Quando uma cidade é escolhida por famílias do mundo inteiro como o lugar certo para começar uma vida, seu mercado imobiliário reflete isso. E o de Florianópolis reflete. Consistentemente, ano após ano.

A questão não é se Floripa é uma boa cidade para criar filhos. Os russos, os ucranianos, os argentinos e os brasileiros de outros estados já responderam isso.

A questão é: você vai esperar mais para tomar essa decisão?

Sou o Cristian Thume, corretor de imóveis em Florianópolis. Se você está pensando em trazer sua família para cá, ou em investir num mercado que famílias do mundo inteiro já descobriram, me chama. Vou te ajudar a entender onde e como.

@cristian.thume · CRECI/SC 74.589-F

Fontes: Deutsche Welle Brasil (reportagem sobre turismo de parto russo em Florianópolis, março 2023) · NSC Total (dados da Secretaria de Saúde de SC, 2023) · Henley Passport Index 2025 (Henley & Partners / IATA) · Atlas de Segurança Pública 2024 (Ipea + Fórum Brasileiro de Segurança Pública) · Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2025 (MySide / IBGE / Ministério da Saúde) · Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (PNUD, Ipea, FJP) · Rede de Inovação de Florianópolis / ACATE (dados econômicos 2025) · Censo Demográfico 2022 (IBGE)

 Compartilhar

O mercado de studios que a UFSC criou

23 de maio de 2026

Existe um segmento do mercado imobiliário de Florianópolis que não aparece nas capas das revistas de luxo, não tem vista para o mar e não tem tíquete de R$ 5 milhões. Mas entrega algo que imóveis de alto padrão nem sempre conseguem garantir: ocupação contínua, renda previsível e liquidez real.

É o mercado de studios universitários na região da UFSC.

Uma universidade que move um bairro inteiro

A Universidade Federal de Santa Catarina tem campus principal no bairro Trindade, no centro da ilha. O campus ocupa mais de 1 milhão de metros quadrados e abriga 10 centros de ensino, com 64 cursos de graduação e 80 programas de pós-graduação. É considerada a 7ª melhor universidade do Brasil pelo Ranking Universitário Folha 2025 e a 8ª da América Latina pelo Webometrics 2025.

Ao redor desse campus, existe um ecossistema urbano completo: bairros como Trindade, Carvoeira, Pantanal, Córrego Grande e Itacorubi concentram mercados, farmácias, academias, restaurantes, shoppings, transporte público integrado e o Hospital Universitário, tudo a distância de caminhada para quem mora ali.

Essa infraestrutura existe porque a demanda existe. E a demanda existe porque a UFSC atrai, a cada semestre, uma comunidade de mais de 40 mil pessoas, entre estudantes de graduação, pós-graduação, professores e técnicos, grande parte vinda de outros estados e municípios. (Fonte: Norden Imóveis · SECOVI-SC)

O que aconteceu quando as aulas voltaram

Durante a pandemia, o mercado imobiliário da região da UFSC foi fortemente impactado. Com o ensino remoto, estudantes retornaram às suas cidades de origem e a demanda por locação despencou.

Com o retorno das aulas presenciais em 2022, a demanda voltou, e despencou sobre uma oferta que havia encolhido junto. O resultado foi documentado pelo SECOVI-SC: a busca por apartamentos na região cresceu aproximadamente 40%, gerando escassez real de imóveis disponíveis para locação. (Fonte: NSC Total · SECOVI-SC)

Esse episódio revelou uma característica estrutural desse mercado: a demanda é inelástica. Quando a UFSC funciona, as pessoas precisam morar perto. E quando a oferta não acompanha, o preço sobe.

O perfil do imóvel que o mercado quer

Imóveis compactos, studios e apartamentos de um ou dois quartos são os mais procurados por oferecerem praticidade e proximidade ao campus, permitindo economia de tempo e dinheiro com transporte. Norden

O aluguel médio de um apartamento de 1 dormitório na Trindade está entre R$ 1.975 e R$ 2.200 por mês. Kitnets partem de R$ 1.200. Imóveis de 2 dormitórios ficam na faixa de R$ 3.000 a R$ 3.500. (Fonte: Imóveis Crédito Real 2025)

Para um studio compacto adquirido por volta de R$ 350.000 a R$ 450.000, faixa típica de unidades prontas na região, o yield bruto anual fica entre 5,5% e 7,5%, dependendo do padrão do imóvel e da gestão da locação. Em um cenário de Selic elevada isso pode parecer pouco. Mas o imóvel ainda tem o componente de valorização patrimonial, que nos últimos anos em Florianópolis tem sido consistente.

Um empreendimento que transformou a lógica da região

O Viva Trindade, da Construtora Globo, representa exatamente a modernização desse mercado. São dois produtos complementares no mesmo endereço, a 300 metros da UFSC, em frente ao Hospital Universitário:

O Viva Trindade Residencial oferece studios a partir de 30m² e apartamentos de 65 a 77m², com praça de alimentação, academia e lavanderia no próprio condomínio.

O Viva Trindade Apart Studios traz unidades de 36m² projetadas para maximizar integração de ambientes e luz natural, com Viva Food Hall, academia, supermercado e farmácia no térreo, tudo no mesmo bloco. Projetado explicitamente para as modalidades de short stay e long stay.

Não é coincidência que a Construtora Globo tenha escolhido esse endereço. É o reconhecimento de que a demanda ali é estrutural, não sazonal.

O investidor que entende esse mercado

O perfil do investidor que compra nessa região geralmente não é o mesmo que compra em Jurerê. São perfis complementares dentro de uma estratégia de portfólio.

Quem compra na região da UFSC está buscando renda com baixo risco de vacância, ticket de entrada menor, liquidez razoável para revenda e um mercado que independe da temporada de verão. É um ativo de renda, não de especulação.

Com um fluxo contínuo de novos estudantes e profissionais a cada semestre, imóveis próximos à universidade oferecem alta taxa de ocupação e retorno considerável no longo prazo. Norden

Uma observação honesta

Yield de locação em qualquer mercado depende de gestão. Imóvel vazio não rende. Imóvel mal conservado perde inquilino. E a valorização patrimonial de imóveis compactos em regiões universitárias tende a ser mais modesta do que em regiões de alto padrão.

O que esse mercado oferece é consistência, não explosão. Para quem quer renda previsível numa cidade que não para de crescer, é um argumento sólido.

Se quiser entender se esse perfil de ativo faz sentido dentro do que você está planejando, posso ajudar a pensar.


Cristian Thume — Corretor de Imóveis em Florianópolis CRECI/SC 74.589-F · @cristian.thume · cristianthume.com.br · WhatsApp: (48) 99154-5904

"O verdadeiro luxo é viver bem."

 Compartilhar